A Desconstrução da História

Arena Ovel
Unifan 1230×130
aguia
golden-bowl
kart-passeio

Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

O Goiás Esporte Clube anda na contramão de algumas teorias, praticando aquilo que chamamos de involução. Tendo um mandatário administrativamente coerente, mas futebolisticamente raso, continuamos cometendo erros que se arrastam por toda essa década. Começamos 2010 sendo rebaixados para divisão de acesso do Brasileiro, com um ano minimamente esquisito, pois também chegamos à final da Sul Americana (que também vale a pena ser esquecido). E assim seguimos em um efeito sanfona que nos traz sequelas quase irreparáveis.

Com dois anos muito bons (2012-2013), começamos a reduzir a nossa história a partir de 2014. Rebaixados novamente em 2015 e cometendo os mesmos erros que não permitiram o acesso em 2016, começamos este ano com a esperança de novamente fazer uma campanha pelo menos razoável. Mas o sentimento que tem consumido os torcedores do Goiás é justamente o contrário, preenchendo os corações esmeraldinos com um medo irreconhecível.

Não podemos minimizar o trabalho do Harlei Menezes nesse ano, mas há dois anos atrás foi dada a oportunidade de ele queimar toda a sua história no clube e ele tem muito trabalho a fazer para não deixar que sua imagem seja manchada para sempre. Outros dois ídolos que vieram e tiveram a sua história antes relevante, hoje diminuída foram Léo Lima e Araújo. Os dois jogadores se recusaram a jogar futebol nos seus retornos. Acomodados, talvez com a maneira que a torcida os tratava ou com que a diretoria se relacionava, os dois simplesmente não se comprometeram com sua profissão e demonstraram o mínimo de respeito pelo clube.

Agora, temos o provável encerramento do ciclo de outro grande ídolo do Goiás. Walter pode sair, com a certeza que não voltará, sairá pela porta dos fundos deixando a torcida que o ama decepcionada.  Desde agosto do ano passado, o atacante qualificado não agregou qualidade alguma ao grupo, sendo irrisório tecnicamente. Esse ano ele foi absolutamente nulo, faltando com o respeito com o clube quando se apresentou muito acima do peso, além de forçar a contratação de um “parceiro”, usar redes sociais para entrar em conflitos e derramando o copo da paciência com a agressão a um companheiro de equipe.

Acredito que falte aos jogadores de hoje o entendimento que o contrato assinado gera uma relação profissional, onde existam responsabilidades a serem cumpridas e direitos a serem recebidos. Entendo que o insucesso destes “ídolos” é de grande parte de responsabilidade dos próprios jogadores, porém acredito que também o clube tem tratado de maneira errada aqueles que retornam. Essa via é de mão dupla.

Nosso clube não é verde por acaso. Somos o clube da esperança. E hoje, o que nos resta é a esperança de ver o nascimento de um ídolo e o tratamento que é devido para que se mantenha assim.

PS: Boa Sorte W18!

Lucas Batista
Lucas Batista
Lucas W. Araújo Batista, 25 anos, casado, esmeraldino do interior (Anápolis). Consultor administrativo e apaixonado pelo Goiás Esporte Clube. Contato: lucaasbatista@hotmail.com

12 Comentários

  1. Leo disse:

    Esse folgado do Walter ta vendo que jogou fora a moleza de ganhar $250k sem fazer nada e agora quer voltar!!

    E a diretoria frouxa vai aceitá-lo, provavelmente com 110 kg agora!

  2. Gilberto Barros Vieira disse:

    Parabéns Lucas, belo texto.

  3. suzane disse:

    Quando aparece um jogador que se identificada com a torcida, logo ganha a alcunha de “ídolo”. Mas penso que a tal idolatria não seria necessária, até pq um jogador que ganha R$ 250.000,00 tem motivação suficiente para mostrar seu trabalho, independente de fãs-torcedores. Minha paixão é o GEC, não jogadores, até pq eles passam e o Goiás fica. Saudações esmeraldinas.

  4. Vitor Miguel disse:

    Parabéns pelo texto!

  5. Cláudio disse:

    O termo a torcida aceitar ídolos voltarem é a única ressalva que faço dá torcida do Goiás, pois os caras voltam se achando, então acho coerente não colocarem em pauta contratações de ex jogadores. Goiás meu único time!

  6. junior santa helena de goias disse:

    Mas nao podemos esquecer q nem todos sao iguais tem idolos e grandes jogadores q quando voltaram jogaram bem e foram grandes destaques por exemplo: Alex dias em sua segunda passagem foi vice artilheiro da serie A, paulo bayer quando voltou se tornou meia, iarley, uidemar, luvanor, ze teodoro…

  7. Pedro Baiocchi disse:

    Um texto com muita qualidade deve ser parabenizado. Parabéns Lucas e escreva mais!! O Portal está carente de bons textos!

  8. WALDEMY disse:

    CONCORDO COM O LUCAS!!!
    OTIMO TEXTO, EU NAO ME LEMBRO DE EX JOGADORES QUE VOLTARAM E FIZERAM SUCESSO NOVAMENTE…
    SE ALGUEM SE LEMBRAR, ME FALEM…

  9. Carlos Silva disse:

    Lucas, teve a volta do Enderson Moreira que realizou um ótimo trabalho na primeira passagem, e em seu retorno não teve êxito em seu trabalho, infelismente. Apostei muito nele ano passado, mas infelismente não foi bom.
    Tomara a diretoria parar de trazer ex johadores ou ex treinadores de sucesso no Verde.
    Vamos verdão pra cima do Cuiabá.

  10. Luiz Carlos' disse:

    Concordo plenamente, infelizmente a relação da diretoria com a volta dos jogadores que marcaram, tem sido duvidosa. Belo texto Lucas!!

  11. Há muito venho falando que o Goiás com discurso deste dirigentes baba de calango só tem feito porcaria no futebol conseguem perder para times amadores e só vexame, virou órgão público só jogadores sem compromisso com a instituição mais um ano na b perder pro ipora ah nem!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *