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Ex-técnico do Goiás revelou um gasto que pegou muita gente de surpresa

Conhecido da torcida esmeraldina por suas passagens no comando do Goiás, Hélio dos Anjos…

Por Debora Cordeiro · 4 min de leitura
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(Foto: Reprodução/PFC)
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Conhecido da torcida esmeraldina por suas passagens no comando do Goiás, Hélio dos Anjos voltou a chamar atenção no cenário do futebol brasileiro após um forte desabafo sobre a pressão vivida por treinadores. Atualmente no Náutico, o experiente comandante revelou que desembolsa R$ 12 mil por mês para manter uma equipe de segurança particular, medida adotada para proteger a si e à própria família.

Goiás
Foto: Divulgação

A declaração foi feita após a vitória do Náutico por 2 a 1 sobre o Londrina. Mesmo com o resultado positivo, Hélio voltou a comentar os recentes protestos realizados por integrantes de uma torcida organizada do clube pernambucano e deixou claro que não aceita qualquer tipo de intimidação.

Segundo o treinador, o investimento com segurança é totalmente custeado por ele, sem participação do clube. Para Hélio, trata-se de uma forma de preservar sua integridade fora do ambiente de trabalho e evitar confrontos em momentos de tensão.

“Eu gasto R$ 12 mil por mês com segurança. Não é o Náutico que paga, sou eu. Eu não vou abrir vidro de carro para marginal meter o dedo na minha cara. Ninguém vai bater na minha cara. Eu me protejo.”

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Hélio dos Anjos dispara contra torcidas organizadas

Durante a entrevista, Hélio fez questão de diferenciar o torcedor comum daqueles que utilizam a violência para intimidar profissionais do futebol. O ex-técnico do Goiás afirmou que sempre respeitou quem apoia o clube nas arquibancadas, mas não aceita ameaças.

“Eu respeito torcedor. Agora, marginal travestido de torcedor eu não respeito. Eu não vou dar abertura para isso. Nunca dei e nunca vou dar.”

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Na sequência, o treinador lembrou que essa postura sempre fez parte de sua carreira, que ultrapassa quatro décadas no futebol brasileiro.

“Em 42 anos de futebol eu nunca dei abertura para torcida organizada. Nunca. E não vou dar agora.”

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Hélio também criticou episódios em que integrantes de torcidas organizadas participam de reuniões ou cobram jogadores e comissões técnicas dentro dos centros de treinamento.

“Você nunca vai ver trabalho de Hélio dos Anjos com torcida organizada dando palestra, colocando dedo na cara de jogador. Eu tenho vergonha de ver isso como profissional. E isso não resolve.”

As declarações ocorreram poucos dias depois de um protesto realizado em frente ao CT Wilson Campos. Durante a manifestação, torcedores exibiram faixas pedindo a saída de Hélio dos Anjos e de seu filho, Guilherme dos Anjos, em meio à sequência de oito partidas sem vitória do Náutico na Série B.

Ex-comandante do Goiás reafirma postura diante da pressão

Apesar da cobrança sofrida, Hélio garantiu que seguirá trabalhando normalmente e afirmou que sua maior preocupação está relacionada apenas à segurança pessoal e de sua família.

Foto: Oliveira Júnior

“Se eu me sentir inseguro, eu tenho capacidade de buscar minha segurança. A única coisa que eu não aceito é querer se aproximar de mim. Querer essa história de que ‘vou bater’. Isso eu não dependo do clube. Isso eu me protejo da minha forma, do meu jeito.”

O episódio, entretanto, não foi isolado. Em abril deste ano, após outro protesto organizado em frente ao CT do Náutico, Hélio já havia adotado exatamente o mesmo posicionamento em relação às torcidas organizadas.

Na ocasião, voltou a afirmar que nunca permitiu esse tipo de proximidade durante sua trajetória no futebol e reforçou as críticas à presença de organizadas no ambiente dos clubes.

“Em 42 anos de futebol eu nunca dei abertura para torcida organizada. Nunca. E não vou dar agora.”

“Você nunca vai ver trabalho de Hélio dos Anjos com torcida organizada dando palestra, colocando dedo na cara de jogador. Eu tenho vergonha de ver isso como profissional. E isso não resolve.”

Com longa trajetória no futebol brasileiro e passagens marcantes pelo Goiás, Hélio dos Anjos voltou aos holofotes não apenas pelo resultado conquistado dentro de campo, mas pela firmeza ao abordar um tema cada vez mais debatido no esporte. O treinador reforçou que continuará exercendo sua profissão normalmente, mas deixou claro que não abrirá mão da própria segurança diante de episódios de intimidação.

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