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Goiás: Entenda motivo que causou renuncia de cargo da presidência do clube

Marco Antônio explica por que renunciou à Vice-Presidência Jurídica do Goiás após mudança no…

Por Ana Livia · 3 min de leitura
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Foto: Wildes Barbosa
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O juiz de Direito aposentado Marco Antônio da Silva Castro renunciou ao cargo de vice-presidente jurídico do Goiás nesta sexta-feira (28). A saída, porém, não representa um rompimento com o Esmeraldino. Segundo a carta protocolada pelo próprio dirigente, a decisão foi tomada por uma incompatibilidade legal envolvendo as restrições impostas à magistratura.

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Foto: Rosiron Rodrigues / Goiás E.C.

Marco Antônio havia sido designado automaticamente para a Vice-Presidência Jurídica após a aprovação do novo Estatuto Social do Goiás, em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 14 de agosto.

Por que Marco Antônio renunciou ao cargo no Goiás?

Com a mudança estatutária, o Conselho de Administração foi extinto e uma nova Diretoria Executiva passou a integrar a estrutura do clube. Marco Antônio, que fazia parte do antigo Conselho, acabou designado para exercer a Vice-Presidência Jurídica durante a transição.

O problema está justamente na natureza executiva da nova função.

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Na carta encaminhada ao presidente do Conselho Deliberativo, Marco Antônio explicou que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) estabelece restrições para que magistrados exerçam funções de direção ou gestão em associações.

Mesmo sem qualquer remuneração pelo cargo no Goiás, segundo a justificativa apresentada no documento, integrar a Diretoria Executiva poderia caracterizar o exercício de atividade incompatível com essas limitações funcionais.

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“Não me resta alternativa senão a recusa imediata da função executiva”

A renúncia, portanto, busca afastar qualquer possibilidade de Marco Antônio praticar atos de gestão administrativa dentro do clube.

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Marco Antônio está deixando o Goiás?

Não. Esse é um ponto destacado pelo próprio Marco Antônio em sua manifestação.

Apesar de renunciar à Vice-Presidência Jurídica, ele continuará como membro do Conselho Deliberativo do Goiás, função que possui natureza não executiva.

Dessa forma, a decisão não foi apresentada como consequência de divergências políticas ou insatisfação com a nova administração. Conforme a carta, o motivo é a necessidade de adequação às restrições legais relacionadas à magistratura.

Marco Antônio ainda agradeceu a confiança dos conselheiros e afirmou levar consigo “paixão e carinho” pelo Goiás, além de desejar sucesso à nova Diretoria Executiva.

A carta formalizando a decisão foi protocolada no clube em 28 de agosto de 2026.

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