Opinião: Um pouco de paz para a torcida do Goiás

Foto: Fernando Lima

O Goiás conseguiu dar uma pouco de paz e esperança para seu torcedor, ao conseguir uma vitória fora de casa, pelo Brasileirão, contra o Vasco da Gama/RJ, e repetir a dose pela Copa Sul-Americana, com outro triunfo sobre o Santa Fe/COL, que lhe garantiu na fase de mata-mata (oitavas de final) da competição continental, além de uma premiação no valor de U$ 550 mil dólares, que corresponde a cerca de R$ 2,6 milhões.

Dinheiro e classificação à parte, o elenco continua oscilando ao longo dos jogos, entre momentos de organização e outros de falhas técnicas e falta de concentração, problemas que a comissão técnica precisa resolver, com ou sem contratações, uma vez que sofremos alguns riscos por disputar duas competições tão importantes ao mesmo tempo.

Ainda é cedo para comemoração e euforia, mas já disse por aqui que o treinador Armando Evangelista precisa de tempo para impor sua filosofia de trabalho e estilo de jogo, isso partindo do pressuposto que terá as peças corretas para tanto. Entretanto, já há algumas mudanças nas escolhas feitas, pois o treinador não repetiu suas escalações, independentemente do motivo, e não fez as mesmas substituições de sempre, como vimos no passado, o que demonstra que há personalidade nesse comportamento.

O importante é a conquista de dois resultados positivos fora de casa e a energia que essas vitórias proporcionam ao ambiente do grupo esmeraldino, que agora terá pouco tempo para descanso e treino, até o confronto contra o Coritiba, em casa, na próxima segunda-feira (03/07). Lembrando que o adversário é o lanterna da Série A e ainda não venceu na competição, o que aumenta a responsabilidade do Goiás, que tem chances razoáveis de deixar a zona de rebaixamento em caso de vitória.

Vamos ver como se comporta o grupo com a moral conquistada após essa classificação de ontem, que evitou uma fase extra, antes das oitavas e vai dar um tempo para o Goiás focar apenas na recuperação no Brasileirão. O treinador já expôs as dificuldades que encontrou no clube e clamou por reforços ou contratações que deem melhores opções ao elenco, sinal de que o profissional inicia sua trajetória no Esmeraldino com franqueza e honestidade.

Igualmente, aguardemos as movimentações da nossa diretoria de xepa, pra vermos se vai investir ou atrair investidores capazes de dar outra cara para esse grupo. Tem clubes na parte de baixo da tabela com dinheiro e outros se endinheirando, o que só a aumenta as dificuldades que teremos, não só para almejar algo maior na competição nacional, como também para nos manter na elite nacional.

É cedo para sonhar com títulos ou disputa por títulos, assim como não podemos ser ambiciosos ao ponto de esquecermos que temos um elenco barato e limitado, com chances remotas de se impor frente aos poderosos que virão, seja na Sul Americana, seja na Série A.

Não vou fazer análises táticas ou técnicas aqui, pois o que me importa é o resultado. Duas vitórias em três jogos para a nova comissão técnica. O grupo que manteve sua regularidade na Sul Americana. E novos jogadores decidindo os jogos.

Futebol definitivamente se tornou um negócio e o Goiás precisa dar esse passo à frente. Temos um clube sério e profissional na gestão administrativa e financeira, mas que é mediano politicamente e que não apresenta resultados compatíveis com sua história e tradição. Por isso, esmeraldinos, apoiemos o máximo que pudermos, seja indo ao estádio, seja aderindo aos planos de sócio torcedor ou adquirindo produtos oficiais do clube. É hora de apoiar e marcar posição. Ou melhor, passou da hora do Goiás reagir e voltar a dar orgulho à sua imensa Nação Esmeraldina. Paz é bom, mas queremos mais.

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